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Escritório em casa: as melhorias mais baratas para aguentar o teletrabalho

Não precisa de uma cadeira de design para trabalhar em casa com conforto. Precisa de três coisas, e duas delas custam menos do que um jantar de take-away.

Gabriel Souza
Gabriel Souza
Aug 20, 20262 min de leitura0 comentário
Secretária de escritório em casa junto a uma janela, com o portátil elevado num suporte, teclado separado e um candeeiro de secretária

Em resumo: para um escritório em casa que funcione, suba o ecrã até à altura dos olhos, junte um teclado e um rato separados e ilumine a parede atrás do monitor. Só depois pense na cadeira. As duas primeiras melhorias podem custar quase nada.

O teletrabalho deixa de ser sustentável de uma forma previsível. Raramente é o tédio que chega primeiro. Primeiro é o pescoço, depois a zona lombar, depois os olhos, normalmente por volta do terceiro mês, quando a mesa da cozinha começa a parecer o inimigo. Pôr o escritório em casa a funcionar fica muito mais barato do que os catálogos de mobiliário de escritório dão a entender, e a ordem das compras conta mais do que o orçamento.

1. Ponha o ecrã à altura dos olhos

É o maior ganho possível, e pode ser gratuito. Um portátil pousado na mesa deixa o ecrã bem abaixo do nível dos olhos, e o pescoço passa oito horas por dia a segurar a cabeça inclinada. Suba-o até o topo do ecrã ficar mais ou menos à altura dos olhos, e a maior parte dessa tensão desaparece.

Portátil num suporte com o topo do ecrã à altura dos olhos e um teclado externo à frente
O topo do ecrã à altura dos olhos. Com o portátil elevado, um teclado separado deixa de ser opcional.

Um suporte para portátil resolve isto de forma arrumada. Uma pilha de livros resolve de graça. Seja como for, quando o ecrã sobe, escrever no teclado do portátil torna-se impossível. É isso que torna indispensável a compra seguinte.

2. Um teclado e um rato separados

Barato, e é o que faz a primeira melhoria funcionar. Com o ecrã mais alto, as mãos têm de ficar mais abaixo e mais perto do corpo. Qualquer conjunto razoável serve. Não é preciso gastar muito.

3. Luz que não seja só a do ecrã

Em casa, o cansaço visual é quase sempre um problema de contraste e não de brilho. Um ecrã luminoso numa divisão escura obriga os olhos a fazer esforço o dia inteiro. Um pequeno candeeiro virado para a parede atrás ou ao lado do monitor equilibra isso por muito pouco dinheiro.

Candeeiro de secretária a iluminar a parede atrás de um monitor, com os cabos bem presos ao longo da borda da secretária
Ilumine a parede, não a cara. Assim reduz o contraste que lhe cansa os olhos a meio da tarde.

Já agora, rode a secretária para que a janela fique ao lado, e não à frente nem atrás. Não custa nada e resolve tanto os reflexos como a cara escura, em contraluz, nas videochamadas.

4. Depois, e só depois, a cadeira

É nas cadeiras que vai o dinheiro, e ficam em quarto lugar por uma razão. Uma ótima cadeira diante de um ecrã à altura do peito continua a deixar o pescoço dorido. Acerte primeiro a montagem e só então decida quanto do orçamento o assento merece. Com o orçamento apertado, uma almofada lombar e um apoio para os pés salvam uma parte surpreendente de uma cadeira comum.

A melhoria do escritório em casa que não é mobília

Arrumar os cabos parece uma questão estética. Não é. Uma secretária com fios para desembaraçar todas as manhãs é uma secretária que acaba por ser menos usada. Umas quantas molas para cabos custam quase nada e eliminam um pequeno incómodo diário que, ao fim de um ano, decide se o escritório em casa chega sequer a ser usado.

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